Microplásticos são fragmentos de plástico com menos de 5 mm — muitos invisíveis a olho nu. Eles se formam pela degradação de produtos plásticos maiores (como garrafas PET) e também são fabricados intencionalmente para uso em cosméticos e produtos industriais.
O que os estudos mostram
Em 2018, o estudo da Orb Media testou 259 garrafas de água de 11 países diferentes — incluindo marcas conhecidas no mundo todo. O resultado foi impactante:
- 93% das amostras continham microplásticos detectáveis
- Média de 10,4 partículas por litro acima de 100 mícrons
- Centenas de partículas menores por litro em muitas amostras
- O polipropileno — material da tampa — foi a principal fonte identificada
Em 2019, a OMS (Organização Mundial da Saúde) revisou os estudos disponíveis e concluiu que os dados ainda são insuficientes para determinar os riscos à saúde com precisão — mas recomendou uma investigação urgente, o que por si só já é um sinal de alerta.
Como os microplásticos entram na garrafa
A garrafa em si é a principal fonte. Ao ser aberta e fechada, ao ser amassada, aquecida ou pressionada, pequenas partículas do plástico PET se desprendem e ficam em suspensão na água. Tampas plásticas são outra fonte significativa — cada vez que você abre a garrafa, fragmentos microscópicos podem se desprender.
Estudos mais recentes encontraram microplásticos no sangue humano, placenta, pulmões e fezes. A ciência ainda estuda as consequências de longo prazo, mas a exposição acumulada ao longo de anos é uma preocupação crescente na comunidade científica.